O Navio da Vergonha
10 Maio 2008 at 3:12 pm (Notícias) (accentuate, acostagem, An Yue Jiang, apreender, armas, atracar, autoridades chinesas, África do Sul, áfrica, águas territoriais da África do Sul, Beijing, bizarre, Canal de Moçambique, China Ocean Shipping Company, chinese authorities, comandante, Comité Nacional de Controlo de Armas Convencionais, Comitê Nacional de Controle de Armas Convencionais, Conselho de Ministros sul-africano, containers, contentores de armas, COSCO, deal, descarregamento, descarregar, destinado, detalhes, diretor da Fazenda Nacional, diretor-geral do Ministério dos Transportes, el barco de la vergüenza, empresa armadora chinesa, empresa estatal chinesa, fábrica de aço, forma bizarra, forma rocambolesca, Harare, Ilha de Moçambique, iminência, Joanesburgo, Johannesburg, Jornal, jut, KfW Ipex Bank, La honte navire, liderado, Luanda, Mail & Guardian, material bélico forma rocambolesca, ministério da Defesa, ministro das Finanças da África do Sul, Moçambique, Mossuril Bay, Mozambique, Mpumi Mpofu, navegava, navio, navio chinês, Navio da Vergonha, New York, News, ngola, Notícia Extraída e Adaptada, Notícias, Nova Iorque, O Navio da Vergonha, paradeiro, Polícia Sul-Africana, Polícia Sul-Africana (SAPS), pormenores, porto de Durban, porto sul-africano de Durban, portos sul-africanos, Portuguese, Pravin Gordhan, presidente Thabo Mbeki, questões alfandegárias e de navegação, regime, República do Zimbábue, reunião das Nações Unidas, Robert Mugane, salienta, SAPS, semanário, Shame Ship, ship, South Africa, steel, strange, Thabo Mvuyelwa Mbeki, The Island of Mozambique, The Shame Ship, toneladas, transação, transaction, Trevor Andrew Manuel, Trevor Manuel, urgência, Zimbabwe, Zimbabwe and China, Zimbabwe e a China, Zimbabwe Iron & Steel Company, Zimbábue)
La honte navire
El barco de la vergüenza
São agora conhecidos mais detalhes sobre a forma bizarra como o navio chinês, “An Yue Jiang”,
zarpou do porto sul-africano de Durban depois de ter sido impedido de descarregar as 77 toneladas de material bélico destinado ao regime de Harare liderado por Robert Mugane. De acordo com o Jornal Semanal “Mail & Guardian”, que se publica em Joanesburgo, o ministro das Finanças da África do Sul, Trevor Manuel, o diretor da Fazenda Nacional, Pravin Gordhan, o diretor-geral do Ministério dos Transportes, Mpumi Mpofu, assim como responsáveis da Polícia Sul-Africana (SAPS), contam-se entre os indivíduos que desempenharam um papel de destaque para atrasar a acostagem do navio chinês.
As referidas individualidades pretendiam apreender os seis engradados de armas, evocando questões alfandegárias e de navegação. O objetivo, salienta a fonte, era o de assegurar que o carregamento de armas não fosse transportado para o Zimbábue.
A posição assumida por Trevor Manuel contrariou instruções expressamente dadas pelo presidente Thabo Mbeki para que o ministro da Defesa e a entidade responsável pelo Comitê Nacional de Controle de Armas Convencionais autorizasse a transferência das armas para o Zimbábue após o seu descarregamento.
As armas não foram apreendidas porque o navio, pertencente à empresa estatal chinesa, “China Ocean Shipping Company (COSCO)”, acabaria por não atracar no porto de Durban como forma de evitar que um oficial de diligências do tribunal desta cidade procedesse ao confisco das armas em cumprimento de uma sentença decretada em nome doBanco “KfW Ipex Bank”, em Frankfurt (Alemanha). Este banco alemão pretendia reaver uma dívida de cerca de 50 milhões de Euros que fora avalizada pelo regime de Harare. O montante fora concedido à empresa “Zimbabwe Iron & Steel Company” para construção de uma fábrica de aço.
O An Yue Jiang, mais conhecido por “Navio da Vergonha”, deu entrada na zona portuária de Durban no dia 14 de Abril. No dia 16, o presidente sul-africano Thabo Mbeki havia partido para Nova Iorque para uma reunião das Nações Unidas, tendo o Conselho de Ministros sul-africano reunido na sua ausência. Trevor Manuel teria discutido o assunto nessa reunião, e é convocado a dizer que assumiria a responsabilidade plena pela apreensão do armamento destinado ao regime de Harare.
Entretanto, em Nova Iorque, Mbeki declarava a jornalistas que a África do Sul “não iria interferir numa transação legítima entre o Zimbabwe e a China”. Quando o navio se preparava para atracar no porto de Durban, Mpumi Mpofu notificou o comandante do An Yue Jiang de que necessitaria de apresentar um novo pedido para poder descarregar as armas.
O navio da vergonha zarpou do porto de Durban a 18 de Abril para evitar o cumprimento de uma decisão do tribunal em proceder ao confisco das armas. Membros do governo sul-africano fiéis a Thabo Mbeki teriam alertado o comandante do navio da iminência (urgência) do confisco das armas. O ministério da Defesa nada fez para forçar o navio a regressar a portos sul-africanos enquanto navegava em águas territoriais da África do Sul com destino a Luanda.
Até ser confirmada a presença do “An Yue Jiang” na baía de Luanda, tanto a empresa armadora chinesa como as autoridades de Beijing alegaram desconhecer o paradeiro do navio.
Notícia Extraída e Adaptada de Jornal Canal de Moçambique
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Caramba, este navio ainda vai dar mais o que falar !
Não se trata de apenas um simples navio, mas diplomacia entre países além-mar… tssss….. :-O
E aí, conferiram o Blog do Moorpheuss neste lindo dia ?



































MoorpheuSs disse,
10 Maio 2008 às 4:42 pm
Fale parceiro! Valeu pela referência! ;-D
Estava pensando em fazer isso com os parceiros (colocar links nas postagens), vi esse esquema no “Humortífero” e achei interessante.
Em breve colocarei em prática.
Sucesso e abraços.