Detentos plantam araucárias e conseguem redução de pena
29 Julho 2008 at 3:37 pm (Notícias) (Araucária, árvores, órgãos públicos, Carlos Antonio Gusso, Colônia Penal Agrícola, Colônia Penal Agrícola (CPA), comunidade, consciência ecológica, CPA, Departamento Penitenciário do Estado (Depen), Depen, desenvolvimento profissional, Detentos da Araucária, Detentos do Rap, Detentos plantam araucárias no Paraná e conseguem red, direito, entidades filantrópicas, fauna, flora, Floresta Amazônica, ganhos sociais e ambientais, gralha azul, Henriana Wzoreck, internos, Jornal Ambiente Brasil, jornalistas, jurídico, Lauro Luiz Cézar Valeixo, Medio Ambiente, meio ambiente, mudas de Araucária, multiplicadores, noções de cidadania, obtêm redução da pena, Paraná, penas, Penitenciárias Brasileiras, Pinheiro do Paraná, Piraquara, plantio, preservação do meio ambiente, Presos ganham redução penal ao plantar árvores no Pa, Programa Gralha Azul, promoção humana, rebeliões, recuperação das áreas devastadas, recursos hídricos, reflorestamento, regime fechado, ressocialização de detentos, Risotolândia Refeições Coletivas, Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, sistema penal, sobrevivência do homem, sociedade, superlotação, Unidades Prisionais)
Usualmente, quando a imprensa se volta ao sistema penal é para conferir mazelas como superlotação ou, na pior hipótese, para cobrir rebeliões. Ontem à tarde, porém, uma visita de jornalistas à Colônia Penal Agrícola localizada na cidade de Piraquara, no Paraná, teve por objetivo expor ao grupo um projeto que mescla ganhos sociais e ambientais.
Batizada de Programa Gralha Azul, a ação é coordenada pela Risotolândia Refeições Coletivas, que presta serviços de fornecimento de alimentação ao sistema penal. O objetivo é proporcionar a ressocialização desses detentos. Na prática, eles plantam mudas de Araucária – conhecida também como Pinheiro do Paraná e árvore símbolo do estado. Com a atividade, obtêm redução da pena, a razão de um dia a menos para cada três trabalhados.
O plantio começa normalmente no mês de junho e agora está em fase de conclusão. As mudas são doadas por órgãos públicos, entidades filantrópicas e também pela própria comunidade.
“Entendendo que o equilíbrio e o respeito ecológico entre fauna, flora e recursos hídricos é fundamental para a sobrevivência do homem, surgiu a parceria entre a Risotolândia e a Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, através do Departamento Penitenciário do Estado (Depen) e da Colônia Penal Agrícola (CPA)”, disse ao jornal Ambiente Brasil Henriana Wzoreck, gerente comercial da empresa.
Segundo ela, o projeto, iniciado em junho de 2005, tem como meta que sejam plantadas 10 milhões de mudas no prazo de 10 anos.
“O plantio das mudas agrega valores de promoção humana e consciência ecológica, pois existe recuperação das áreas devastadas e o desenvolvimento profissional dos internos que participam do programa”, diz ela, registrando que o projeto foi idealizado pelo empresário Carlos Antonio Gusso, diretor presidente da Risotolândia, que, na prática, já demonstrava preocupação com a preservação da Araucária ao plantar a espécie em suas propriedades particulares rurais.
Para o diretor da Colônia Penal Agrícola, Lauro Luiz Cézar Valeixo, o projeto fortalece as noções de cidadania para os presos. “Esses internos já cumpriram parte de suas penas em regime fechado. Por necessitarem de um contato maior com a sociedade, para a qual vão passar as informações da importância do reflorestamento e da preservação do meio ambiente, tornam-se multiplicadores”, afirma.
Lenda e verdade
O nome do projeto é uma alusão à ave que também é um ícone paranaense, a Gralha Azul. Conta a lenda que uma gralha negra, recolhida num galho de pinheiro, foi acordada pelo som dos golpes de um machado. Assustada, voou para não presenciar a cena de morte do pinheiro. Lá no céu, ouviu uma voz pedindo para que retornasse aos pinheirais, pois assim ela seria vestida de azul celeste e passaria a plantar pinheiros. A gralha aceitou a missão e foi totalmente coberta por penas azuis, exceto ao redor da cabeça, onde permaneceu o preto dos corvídeos. Voltando à terra, passou a espalhar a semente da araucária.
Essa lenda na verdade reproduz um fato. A Gralha Azul tem o hábito de enterrar pinhões, segurando-os com o bico de forma que a parte mais pontiaguda lhe permita introduzi-los no solo mais facilmente. Encontrado o local correto, ela pressiona-os a entrar, conferindo-lhes golpes com o bico, até a completa introdução. Diz-se que um só animal é capaz de, assim, “plantar” 3.000 pinheiros por hectare.
Fonte: Jornal Ambiente Brasil
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Bom, se o resto dos estados brasileiros seguirem o mesmo exemplo, a floresta amazônica será reflorestada em segundos !



































