Ingleses querem produzir comida e energia no deserto

8 setembro 2008 at 8:49 pm (Notícias) (, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , )

Uma equipe de engenheiros e arquitetos baseados em Londres está combinando tecnologias para transformar imensas áreas desérticas em terrenos férteis com capacidaSimulação de computador do Projeto Sahara. Seawater Greenhouse de de produzir comida, água limpa e fontes alternativas de energia.

O Sahara Forest Project (Projeto Floresta Saara) consiste em construir lado a lado estufas onde seria possível obter água limpa e cultivar alimentos, e painéis espelhados gigantes que captariam raios solares para gerar eletricidade.

A iniciativa combina tecnologias criadas pela empresa Seawater Greenhouse, que cultiva plantações em estufas instaladas em áreas áridas, e por arquitetos e engenheiros que desenvolveram uma técnica conhecida como Concentrated Solar Power (Energia Solar Concentrada, em tradução livre).

O criador da Seawater Greenhouse, Charlie Paton, explica que a técnica consiste em instalar evaporadores na entrada da estufa que convertem a água do mar em vapor. O vapor resfria a temperatura dentro do local em até 15 graus e favorece o crescimento da lavoura.

Do outro lado da estufa o vapor é condensado, transformando-se em água limpa que serve para regar as plantações.

Segundo Paton, a quantidade de água obtida é cinco vezes maior do que a necessária para molhar as plantas, produzindo um excedente que pode ser usado para mover turbinas acopladas aos painéis que captam a energia solar, gerando energia.

Biodiesel

De acordo com os criadores do Sahara Forest Project, em fase de testes em Tenerife, Omã e Emirados Árabes Unidos, a iniciativa terá potencial para produzir comida e eletricidade que serão consumidas por moradores locais.

A energia também poderia ser enviada para a Europa por meio de um conversor.

Com o excedente de água ainda seria possível cultivar pinhão manso, uma planta que serve de base para produzir biodiesel e que se adapta bem às terras desérticas.

Os criadores do projeto dizem que a iniciativa poderá ser uma ferramenta importante para combater a desertificação e trará múltiplos benefícios, como “grandes quantidades de energia renovável, comida e água”.

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Em Israel fizeram um projeto parecido há alguns anos, conseguiram fazer uma plantação em meio a pleno deserto, só que custou bilhões de dólares.

O Deserto do Saara é muito extenso e por este fato, pode gerar muita energia, pois o clima é desértico (muito quente de dia e muito frio à noite), mas o certo era essa energia ir para o continente africano, que carece de ambos serviços.

1 Comentário

  1. jorge disse,

    e uma ideia muito estupida

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