Islamistas atacam igreja no Quênia Setentrional
13 Outubro 2008 at 4:50 pm (Notícias) (administração, agência de notícia, Alois Okango, ataque, Carina Barbosa, clube Jamhuri, comissário, comissário distrital, Compass, Conflitos, congregação, cristãos, Garissa, governo, igreja, Igreja do Evangelho da Redenção, Igreja Pentecostal do Leste da África, incidentes, jovens muçulmanos, Kenya, liberdade religiosa, M. K. Oble, mesquita, Nairóbi, parque de exposições agropecuárias, Quênia, rua Windsor, ruínas, serviço de inteligência do governo, Suma, teologia)
Uma longa tentativa para substituir uma igreja por uma mesquita na cidade de Garissa, no norte do Quênia culminou, neste mês, em um ataque perpetrado por 50 jovens muçulmanos. Eles deixaram o templo em ruínas.
O grupo atacou o prédio da Igreja do Evangelho da Redenção em 14 de setembro e apedrejou a congregação, fazendo com que muitos cristãos fugissem, outros fossem pegos em conflitos na rua. Dez cristãos receberam atendimento hospitalar para suas pequenas lesões e foram liberados.
Os líderes da igreja disseram que o bando destruiu também os bancos da igreja, estragou as paredes do prédio, feitas com ferro galvanizado, estilhaçou o púlpito de vidro e queimou a faixa da igreja e seu suporte.
A imprensa local relatou que dez membros da igreja foram hospitalizados, mas uma enfermeira distrital no hospital contou à agência de notícias Compass que ninguém foi internado, em virtude de violência.
Um diácono da Igreja Pentecostal do Leste da África em Garissa, a aproximadamente 400 quilômetros de Nairóbi, confirmou que os membros da igreja foram atendidos no hospital e liberados para ir para casa.
Construção desafia a lei
Tensões entre cristãos e muçulmanos – maioria da população na cidade semi-deserta de 20000 pessoas – começaram a eclodir depois que muçulmanos construíram uma mesquita próxima do terreno da igreja na rua Windsor, número 21, em junho de 2007. A igreja comprou o terreno em novembro de 1999, e começou os cultos no início de 2001, crescendo para 400 membros.
Os líderes da igreja reclamaram ao comissário distrital em junho de 2007 que a nova mesquita fora construída muito próxima da igreja e está obstruindo sua entrada. Apenas 3 metros separam os dois prédios.
Foi determinado que nenhum outro prédio poderia ser construído naquele terreno por nenhuma das partes até que um posterior encontro com o comissário distrital fosse determinado.
“A igreja obedeceu fielmente, mas os muçulmanos desafiaram as regras e começaram imediatamente a construção”, diz a carta que os líderes da igreja escreveram ao comissário distrital. Boatos levam a crer que o prédio da mesquita foi financiado por M. K. Oble, um muçulmano muito rico de Garissa.
Igreja se recusa a sair
“Os problemas entre a igreja e os muçulmanos começaram e aumentaram desde então”, está escrito na carta.
O serviço de inteligência do governo revelou que os muçulmanos planejaram destruir a igreja se esta continuasse a funcionar dentro da área residencial, disse Alois Okango, o comissário distrital. A administração propôs um novo local para a igreja – o clube Jamhuri –, mas, dois dias antes do ataque, líderes da igreja escreveram duas cartas a Okango dizendo que continuariam no prédio deles.
“Nós gostaríamos de notificá-lo de que nossos membros decidiram manter o culto de domingo no local habitual e não no novo lugar do clube Jamhuri, porque chegamos à conclusão de que o novo lugar é apenas temporário, e nós somente nos mudaremos se tivermos garantidos um lugar permanente para os cultos”, dizia a carta.
Okango disse que, para evitar uma crise, a administração decidiu que a igreja deve ser realocada temporariamente para um lugar num parque de exposições agropecuárias. O governo também advertiu à igreja para vender a propriedade próxima da mesquita e comprar outro pedaço de terra, preferivelmente fora do centro de Garissa.
Conforme Okango, essa sugestão não agradou os membros da igreja, uma vez que a igreja já estava estabelecida no lugar, e que deveria ser a mesquita que deveria se mudar.
“Os cristãos ameaçaram fazer o culto nas ruínas da sede se nenhuma medida for tomada”, disse Okango. “Eles disseram que estão prontos para morrer pelo bem de sua fé.”
O governo está lutando para evitar mais incidentes, evitando que os cristãos retornem às ruínas do seu prédio.
Tradução: Carina Barbosa (www.portasabertas.org.br)
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Conflitos entre muçulmanos e cristãos sempre foram constantes nesta região.
E a maioria Islâmica realmente não gosta dos cristãos, para eles são considerados infiéis, forasteiros…
Isso só mostra que a cultura deles não aceitam mudanças, tentam seguir a risca o que pensam sem alterações e não deixam que outra religião se dissemine na área — não há liberdade religiosa.
Lamentável



































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13 Outubro 2008 às 6:51 pm
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